sexta-feira, 9 de junho de 2017

Junho e os outros



O mês de Junho é um dos meus favoritos. Os outros são Setembro e Dezembro. Os três por razões diferentes. Junho representa o meu lado divertido; Setembro, entre várias outras coisas, o meu lado produtivo, e Dezembro é o meu lado familiar.
Desde pequena que a chegada do mês de Junho desperta em mim uma vontade de devorar (a vida) os dias longos que o caracterizam.  Nos tempos de juventude, era o final do ano lectivo, com o atirar dos cadernos e livros para trás das costas, no sentido figurativo, porque apenas os arrumava na estante; se bem que sou capaz de ter rasgado e maltratado um ou dois cadernos em momentos de celebração e euforia misturadas com raiva e revolta. Uma sensação de nos desprendermos de um peso e poder abraçar a vida sem obrigações. Ora aí vem um Verão inteirinho sem nada para fazer, tantas possibilidades, vou voltar outra pessoa no próximo ano... 
Hoje em dia, já não passo por esse ritual, mas não deixo de gostar do mês de Junho da mesma forma, ou talvez, cada vez mais.
Para começar, há milhentas coisas a acontecer. Há sempre uma razão para sair de casa. Há mais eventos culturais, e claro, muitas festinhas e festões. Celebra-se o nosso país. Os santos populares abençoam o mês em que os amigos parecem querer conviver mais. Não faltam jantaradas e patuscadas. Há finos e caracóis, e eu até ficava feliz só com isto.
Mas, e as esplanadas... Invariavelmente, vou mais ao café durante o Verão, por poder estar na esplanada com a brisa ou o sol a bater-me na cara e não num ambiente fechado e cheio de fumo. Como digo, o meu mês mais sociável. E como é o primeiro mês do Verão, há esta grande vontade de sair à rua, ainda com a energia toda que foi acumulada durante o Inverno, e que está pronta para ser gasta em caminhadas, e braçadas, e alvoradas.
Alô, a descomplicação de sair à rua com uma t-shirt e calções de ganga.
Junho ainda só começou há uma semana, e eu sinto que já vivi mais durante estes dias do que nos primeiros dois meses do ano.
Estão a ver, outros meses? Aprendam, que Junho não dura sempre.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Putos

O post que fiz ontem ia enquadrar-se perfeitamente no dia de hoje. Feliz dia da Criança!
Eu cá, fui criança (de idade) nos anos 90. Comi petazetas e push-pops, vi filmes da Disney e o Bué Ré Ré. Levantei-me da cama às escondidas para ver Ficheiros Secretos. Comi gelados como os pézinhos, o upa upa e o magnum cone. Comi pastilhas gorilla e coleccionei tazos e autocolantes das Spice Girls. Comprei os livros dos Arrepios e a revista Super Pop. Li Os Cinco e Uma Aventura. Brinquei com Playmobil, iô-iôs e aquela mola em espiral colorida que não me lembra o nome. Joguei gameboy e sega. Gravei músicas que passavam na rádio em cassetes. Brinquei MUITO na rua, e consequentemente, esfolei os joelhos muitas vezes. Na minha casa, não existiram brinquedos tecnológicos até 1999, quando os meus pais compraram um computador. Mas ainda passei algum tempo da minha infância com as novas tecnologias, basicamente a jogar solitário e a fazer desenhos no paint. Depois chegou a internet da Clix, e aquele barulhinho da ligação. E ter que desligar o telefone para ligar a internet. E os sermões da minha mãe por causa disso.
Gostava de voltar a viver um dia nos anos 90, mas como dizemos por cá, "nunca voltes ao lugar onde foste feliz".

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Facebook lembrou-me que sou uma pessoa mais saudável

Isto faz parte das minhas memórias de há quatro anos:


The shame! The shame!
Isto foi uma das muitas "festas privadas" que eu e a minha amiga fazíamos em nossa casa, em Londres. Sim, aquilo tudo é para duas pessoas. Chamemos-lhe sonho americano.
Ahh! Como as coisas mudam, dos vintes para os quase-intas.
Vamos lá ver o que mudou:

- Raramente como processados;
- Não gosto de gelados (estes) como gostava antigamente;
- Nunca fui fumadora mas nesta altura era capaz de fumar um cigarro socialmente, agora zero tolerância a tabaco;
- Não como batatas de pacote;
- Basicamente deixei de comer porcaria;
- Não me lembro de quanto pesava nesta altura mas é possível/provável que esteja mais magra;
- Esta comida hoje em dia causa-me um certo asco.

O que não mudou:

- Continuo a beber álcool mas raramente bebo essas cidras cheias de açúcar;
- Continuo a comer pizzas congeladas, muito de vez em quando;
- Continuo a comer amendoins, mas aqueles com casca e sem sal;
- Continuo a gostar de fazer coisas parvas, mas de uma forma mais saudável.

Atenção, eu não sou uma pessoa com a mania das comidas saudáveis. Como de tudo praticamente. Não dispenso a minha barra de chocolate preto, nem os pastéis de nata, para não falar no salpicão e no queijo, mas já falei... Simplesmente desabituei-me de comer porcarias, ao ponto de já nem as desejar comer. Conclusão: Progresso. 


sábado, 27 de maio de 2017

Sim, o meu hobby é escrever

Tenho uma pergunta um pouco em jeito de reflexão a fazer-vos.
Vós, meus caros, que tendes como passatempo escrever blogues, artigos, crónicas, ficção, poesia, etc.., sem receber um chavelho por isso, não sentis por acaso que assustais os demais que não têm a mesma paixão?
Pergunto isto porque, sempre que vêm à conversa as paixões que se alimentam nos tempos livres ou a veia artística de cada um, e eu digo que a minha é a escrita, por entre alguns aww de admiração, do jeito "oh que fofo", também recebo olhares de "não deves bater muito bem dessa cabeça então".
Mas vá, nos dias de hoje, até se entende. Com endezes literários como o Raúl sua alma e o Afonso não sei das quantas a proliferar nas redes sociais, é normal que as pessoas sejam tão cépticas com quem se lembra de escrever nos tempos livres. Não me culpem pela minha falta de astúcia para outras coisas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A criatura já me pôs de lágrimas nos olhos

Finalmente conheço essa sensação... a felicidade inexplicável que é uma pessoa que se ama estar à espera de um filho. E já amo aquela criança.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Salvador e Luísa

Aposto que o que aconteceu na passada terça-feira em muitas casas por essa Europa e mundo fora, foi o mesmo que aconteceu na minha casa aquando da primeira semi-final do Festival da Canção em Fevereiro. Durante a emissão, uma barulheira de queixas e lamúrias porque nenhuma canção prestava, falámos e barafustámos durante todas as prestações até que chegou o Salvador Sobral, "olha o gajo dos Ídolos, está tão diferente!" disse eu. "Não me lembro dele!" vira-se o meu irmão.
A música começou e nós "Oh não, mais uma balada!!" e depois o Salvador começa a cantar...
E ficámos hipnotizados a olhar para a televisão durante aqueles minutos, em silêncio, incrédulos... Quando terminou, o meu irmão foi o primeiro a pronunciar-se "esta é muito boa!". Desde aí que apoio a canção. Estava em Nova Iorque quando foi a final do Festival, e aquele domingo eu e a minha amiga passámos o dia a cantar a música dele, esperando que no fim do dia, quando chegássemos ao hotel, tivéssemos a boa notícia que tinha sido ele o escolhido para representar Portugal. Escusado dizer que ficámos muito felizes essa noite. Eu sempre disse que mesmo que ficasse em último dos últimos, era a canção que melhor nos representava. Eu concordo com a posição vincada da RTP em mandar canções em Português, e apesar de não concordar com escolhas recentes, este ano tiro o meu chapéu aos jurados que defenderam esta música com tanta convicção. Eles merecem tudo o que está a acontecer. Nós, Portugal, merecemos. A vitória é muito difícil, devido à geopolítica, toda a gente o sabe. Mas que interessa?
O Salvadorable e a irmã já ganharam, Portugal já ganhou, a Europa já ganhou.
Let there be jazz!

sábado, 6 de maio de 2017

O efeito "13 Reasons Why"

Depois de ter acabado de ver a série esta semana, e de verificar que está a ser tão falada nas redes sociais e afins, também eu quero, já agora, dar a minha curta e singela opinião.
Nos últimos dias, tem-se falado muito sobre o suicídio na adolescência,  devido ao infame jogo da baleia, mas também por causa desta série que aborda essa temática.
"13 Reasons Why" é basicamente sobre as experiências negativas de uma adolescente na escola secundária. Experiências essas retratadas num testemunho que a própria gravou antes de cometer suicídio.
Há quem aconselhe que os jovens não deviam ver a série, e há quem diga que não há risco nenhum. O risco que aqui é temido, é que muitos jovens que estejam a passar pelas mesmas situações queiram seguir o exemplo da protagonista da série. Mas há quem defenda que os adolescentes devem assistir, pela forma como a série alerta para questões como o bullying, o sexismo e o abuso sexual.
Eu sou da opinião que a série, apesar de não a achar nada de espectacular, deve ser vista sim, para que os adolescentes possam encarar as consequências dos seus actos. Se vai mudar alguma coisa na cabeça desses jovens? Muito pouco. Os bullies vão ser sempre bullies. Crianças com falta de empatia vão ser sempre adolescentes cruéis. Pode talvez, em conjunto com todas as campanhas de prevenção que se têm feito, mudar os pensamentos dos adolescentes bystanders, aqueles que não agem mal, mas também não reagem quando vêem o mal a ser feito. E esses são os que podem fazer toda a diferença. Mas também sou da opinião de que ver a série, pode afectar os jovens que estejam fragilizados psicologicamente, isto porque de uma certa forma, a história romantiza a depressão e o suicídio. Uma ideia completamente errada na nossa sociedade, criada em muito pela literatura, cinema e media, e que a OMS está a tentar combater.
Depois para quem assistiu à série, há outro debate sobre se a protagonista tinha mesmo motivos para se matar ou não. Mas isso é já um assunto muito complexo, e que envolve spoilers.
Mas ao ver a série, a coisa que a mim me causou mais impressão, mesmo!, foi a falta de diálogo dos pais com os seus filhos adolescentes. A sério, que nervos. Conseguem ver que os filhos não estão bem mas contentam-se com respostas curtas e mal dadas, e não assumem nenhum controlo sobre as acções dos filhos, que são ainda menores de idade. E parece-me que esta tónica foi dada à série por algum motivo.

Pronto, e para mim acabaram-se as séries até ao regresso de Orange is The New Black e Game of Thrones.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Vá lá que não me deu para calçar sandálias

Uma pessoa (eu), confia nas previsões metereológicas e no calor que se faz sentir às oito da manhã, e sai de casa toda veraneante, de camisa fina e manga curta, para ter que voltar a casa na hora do almoço a buscar um casaco. Porque a temperatura em vez de subir ao longo da manhã, desceu aí uns dez graus. Ok, eu também ainda não tenho assim tanta vontade ao verão. Joke's on you, weather.
Tenho a impressão que este mês de Maio vai ser bipolar no que toca ao tempo.

sábado, 29 de abril de 2017

Girls - Um último episódio muito pouco convencional

     Lena Dunham, a criadora, argumentista e protagonista da série da HBO, "Girls", já há muito nos habituou ao seu modo de fazer as coisas sem ligar muito, ou até mesmo, desafiando as convenções. Quem acompanhou a série ao longos destes últimos seis anos, ou quem tenha visto filmes como "Tiny Furniture", ou até lido a sua autobiografia "Not That Kind Of Girl", sabe que esta talentosa e criativa norte-americana, para além de muito pêlo na venta, tem uma visão multi-dimensional e desinibida da vida, da arte e da maneira de contar estórias. 
    Na série que acompanha a jornada de crescimento e descoberta de quatro raparigas (e mais alguns rapazes) na casa dos vinte em Nova Iorque, e que chegou ao fim este mês de Abril, a autora construiu um caos organizado à volta de cada personagem, que nos levou até a acreditar, a um certo ponto, que estas mesmas estavam a desenvolver-se e a adquirir uma determinada direcção nas suas vidas. Mas Lena é uma promíscua amante da realidade. 
    Durante seis anos, vimos várias personagens a crescer e decrescer, a atingir objectivos e a deitar tudo por terra. Difícil não nos espelharmos em algumas situações. Afinal, a vida tal como ela é, não tem um final feliz. Pode haver uma dia em que fica tudo bem, mas logo vem o dia em que as coisas deixam de estar bem outra vez e tudo se transforma numa constante luta e superação de desafios. Convenhamos, seria aborrecido de outro jeito. E a vida é assim, bonita, tal como ela é. Com todos os seus defeitos e a nossa dificuldade em encará-la, como a nudez de Lena no ecrã. 


Aviso: Os seguintes parágrafos contêm spoilers.

    Mas falando estão da series finale. A última temporada teve como grande centro da trama, a gravidez da personagem Hannah. Não me surpreendeu nada que Lena Dunham quisesse acabar a série com a temática da maternidade. Momento cusquice: Quem sabe um pouco sobre a vida real desta feminista acérrima, sabe que o seu maior sonho é ser mãe, e que até tem enfrentado alguns problemas de saúde que podem afectar a sua fertilidade. Mas a personagem que encarna não tem o mesmo inconveniente e acabou até por ter uma gravidez não planeada. 
    E é assim que vemos Hannah, a personagem que parecia que nunca ia endireitar, assumir aquela que é talvez a maior das responsabilidades que um ser humano pode ter, e aceitar o que a vida lhe tinha trazido. A personagem mais caótica da série, foi nesta última temporada, a mais serena. Se é possível que tenha mesmo crescido como personagem, acredito que sim, mesmo que no último episódio ainda a tenhamos visto a andar em cuecas no meio da rua. Lena Dunham não queria deixar de nos dar uma última cena à la Hannah
    Outra personagem em que também já tínhamos perdido a fé, era em Marnie, uma controladora que não conseguia tomar as rédeas da sua vida. Mas a atitude de protecção que ela tomou em relação a Hannah e ao seu afilhado, embora como uma forma de fugir da sua própria vida, foi sem dúvida a atitude mais madura e altruísta que teve durante toda a série. Apesar de egocêntrica, como Hannah, Marnie sempre quis apenas que estivesse tudo bem. 
    Jessa acabou como começou, talvez um pouco mais madura também.  E o mesmo aconteceu com Shoshanna, que sempre teve um sentido prático muito apurado, mostrando-o bem na sua última cena. Porém, o final destas personagens foi muito pouco desenvolvido. Propositadamente. O objectivo foi não dar um final às personagens, mas deixar tudo em aberto. Muitas mais lutas estarão para vir.
    No último episódio, apenas Hannah e Marnie aparecem. O “final” como grupo acontece no penúltimo episódio. E é por isso que muitos dizem que o penúltimo espisódio é na verdade o último, e eu concordo, e digo mais, o último episódio é, na verdade, um epílogo. O que não costuma acontecer nas séries. Mais uma vez, Lena Dunham a trocar-nos as voltas.
    Como grupo de amigos, as coisas acabam de uma forma bem real. Cada um segue o seu caminho. Há um elemento que corta inteiramente a ligação, outro que se vai desligando naturalmente, outro que fica sempre mais próximo, e outro que se muda de cidade. Mas o grupo, em si, deixa de existir. Deixa de fazer sentido. Não quer dizer que aquelas pessoas percam a importância que tiveram e terão na vida umas das outras (como nos mostra a nostalgia daquela última cena), mas seguem agora caminhos bem diferentes. Tornaram-se finalmente adultas.
    Foi uma bela, divertida e desafiante caminhada, Lena Dunham, muito obrigada.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não vale a pena, eles vão dizer sempre que somos criaturas estranhas


    Vivemos num mundo que, em muitas religiões e culturas, se faz dos homens santos e das mulheres pecadoras. Atentem em figuras como Afrodite e Pandora. A primeira, uma devassa, a representar a mulher como a perdição dos homens, como o elemento sedutor e manipulador. A segunda, uma cusca, uma fraca que representa esta mania que as mulheres têm de meter o bedelho onde não são chamadas, irra. Não há deuses masculinos que sejam assim. Apolo não tinha culpa de ser todo bonzão, e por isso representa coisas de maior importância. O Baco não era nada saloio, era um bon vivant, aquele nome giro que se dá aos homens que basicamente, são uns rameiros. E o Prometeu que traiu os deuses quando deu o fogo aos mortais? Um herói da humanidade. Fraco? Mesquinho? Nah.
    Enfim, deuses ou mortais, os homens são uns mestres a usar psicologia inversa.
Aconteceu-me no outro dia um episódio que me fez pensar muito nesta mania que os alguns homens têm de fingir que fazem as coisas sem intenção e que a maldade está na cabeça das mulheres.
    Ora, ajudei um rapazito a fazer o currículo em Inglês. Quando lá estava eu praticamente a fazer o currículo por ele, o senhoranço estava mais interessado em perguntar-me, entre outras coisas, se tinha namorado. E eu disse que não. Disse que não porque não tenho mesmo, e não porque estou interessada no tal rapaz, se bem que até podia estar. Já algumas vezes menti para me escapar de um ou outro chato, mas desta vez, pensei cá para mim, porque hei-de eu mentir? Porque não posso eu dizer que sou solteira sem medo de ser assediada? Porque é que alguns homens, quando a mulher é solteira, pensam automaticamente que ela precisa ou quer qualquer homem que lhe apareça à frente?
Bom, não quero ser mal interpretada. Não há mal nenhum em ele perguntar isso, ou mesmo no que fez a seguir, ou até se me tivesse convidado para um copo. Eu gosto de pessoas directas. E também não há mal nenhum em dizer que sim ou não a um convite, mesmo que venha de uma pessoa praticamente desconhecida.
    Mas voltando à historieta.
    Já quando estávamos a acabar ele agarra no telefone e procura o meu nome no facebook e pergunta se eu sou aquela que aparece ali na procura, e eu lá digo que sim, e aceito o pedido de amizade dele. Durante a conversa não fiz ou disse nada que lhe tivesse indicado algum interesse da minha parte, mas mesmo assim quando cheguei a casa, tinha uma mensagem dele a dizer "és gira". Sim, pura e simplesmente isto. (Um aparte, onde é que um gajo espera chegar com um "és gira", é o flirt mais preguiçoso de sempre. É atirar a rede mais barata a ver se cai algum peixe.)
    Mas chegando agora finalmente ao motivo da minha indignação. Como eu não quero nada com ele e não gosto nada de andar a empatar as pessoas, respondi-lhe àquela espécie de mensagem da seguinte forma: "Olha, eu não estou interessada em nada, ok? Ajudei por cordialidade. Só para que não haja mal-entendidos!" Tau. Nem agradeci o elogio porque ainda ia dar azo a mais confianças. Depois foi ver a incredulidade com que ele reagiu à minha resposta: "Wtf? E eu disse alguma coisa? Só disse que eras gira". Um fofo então e eu devia era levantar as mãos ao céu e agradecer por ter recebido um elogio de um homem. Até porque um rapaz dá-se ao trabalho de dizer isto a uma rapariga só para ela ter conhecimento de que de facto, sim senhor, não é feia. É tipo como um carimbo do passaporte. Ora toma e vai lá à tua vida. 
    Com ele a armar-se em beato, eu decidi não dar importância e nem sequer contrapor o que ele disse. Respondi com um breve "pronto então". E ele continuou "não percebi muito bem a tua questão mas não interessa". Ui! O menino acha que eu lhe estou a dar jogo? Não, meu caro. "Está esclarecido", respondi eu, e a conversa acabou ali. 
    Digam-me agora, fui eu que interpretei mal? Fui/sou uma convencida, exagerada e mal-agradecida? Valha-se-me, se assim é, vou continuar a ser. 


domingo, 23 de abril de 2017

O regresso do blogue que nunca saiu do mesmo sítio



Este blogue precisava de uma remexida. Nos entretantos, aproveitei para me dedicar a outras escritas (não me perguntem se tive sucesso). Mas continuo com muita vontade de escrever por aqui, ou de somente partilhar um pouco de tudo e de nada.
Estou de volta. Agora aturem-me.

segunda-feira, 20 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

New York, I love you






Dias em que realizas sonhos, são dias em que tudo faz sentido.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Diva!


Não podia deixar de estampar a cara da Viola Davis aqui mais uma vez, e desta, com um óscar nas mãos! Parabéns Viola, és uma inspiração.
Melhor actriz, melhor discurso, melhor pessoa, melhor tudo!

#fangirl

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete músicas para o bom humor

Woo hoo! Alegria a todo mundo que saiu o sol. Abram-se as janelas! Pelo menos entre as 11H e as 15H... Ainda falta mais de um mês para chegar a Primavera mas hoje fomos agraciados com um autêntico dia de Primavera. Há que aproveitar.

Uma imagem de janelinhas bonitas porque sim.

Inspirada pelo sol, e também pela música (porque fui tomar a minha dose de vitamina D pela cidade com os fones nas orelhas), decidi partilhar aqui sete faixas que são verdadeiras pílulas de energia e boa disposição.
Primeiro, eu NÃO CONSIGO viver sem música. Está presente em todos os dias da minha a vida a quase todas as horas. Depois, gosto de gastar umas boas horas do meu tempo livre a descobrir música, novas e velhas bandas, mas gosto especialmente de descobrir bandas novas. E em seguimento disto, gosto de fazer playlists (infelizmente o tempo das mixtapes acabou) apropriadas para as estações do ano, para as alturas do dia ou até para algum momento em concreto que estou a viver na minha vida. Aliado a isso, 95% da música que ouço é música alegre e enérgica, muito upbeat e com letras catitas. Tenho que estar mesmo muito deprimida para ouvir música triste mas até quando estou em baixo ouço música alegre-triste. Sabem ao que me refiro? Algumas faixas que vou partilhar bem que encaixam nesse bittersweet mood. Acho que gosto mais de música melancólica do que propriamente música triste, e aquelas que eu gosto de ouvir nos meus momentos introspectivos ficarão para um próximo post, num qualquer dia de chuva.
Sem mais demoras, aqui fica uma pequena sugestão de músicas para levar o dia com um sorriso e a dançaricar.



 1. BØRNS - Seing stars



Gosto muito dos BØRNS. Uma daquelas bandas das quais gosto de todas as músicas. Esta é daquelas assim, realistas-optimistas. Os BØRNS têm uma outra faixa, "Past Lives", que é simplesmente das coisas mais lindas que ouvi na vida. Fica a dica. 


2. Crystal Fighters - Good Girls
  


Os Crystal Fighters são outros em que se gosta de tudo o que eles fazem. Eles têm um estilo bem definido e todas as músicas estão cheias de boas vibrações, tanto que me custou escolher só uma para o link. Tive mesmo que tirar à sorte. "Love Alight", "You and I", "Love Natural", "Wave". Tantas e tão boas. 


3. Matt and Kim - Daylight
.

O que dizer? Mal esta música começa a tocar, eu fico logo bem-disposta. É instantâneo. O Matt e a Kim são uns fixes e têm músicas tão giras. Esta fala-me a um nível pessoal e é umas das minhas predilectas, de sempre.


4. Washington - Rich Kids
.

Um ritmo contagiante a lembrar o folcrore e uma letra bem engraçada com a qual também me identifico pessoalmente. Uma pena que não sejam mais conhecidos. 


5. Foster The People - Houdini


Já estes são bem mais conhecidos. Tiveram o hit "Pumped Up Kicks", apesar que na minha opinião, "Houdini" é a obra-prima deles. É perfeita. É contagiante. E a minha música favorita para dançar. 


6. Royal Concept - Smile


Como quase todas nesta lista, cá está outra na onda "ah e tal, nada me corre bem, mas eu cá ando todo feliz da vida".


7. Walk The Moon - Different Colours

 
Estes são outro esquadrão da boa energia. Decidi colocar o link para esta música que deposita em mim tanta esperança e sentimento bom. Mas por exemplo há a "Shut Up and Dance", a "Work This Body", a "Tightrope" e a "Anna Sun" que já falei aqui uma vez no blogue, quando andava completamente viciada nesta banda. Ainda ando. Sou absolutamente fangirl do Nick Petricca. Também têm uma música chamada "Portugal" que é linda mas mais no estilo melancólico, como não podia deixar de ser.


E então, bora ir dançar na rua?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

10 coisas que são um turn-off


Listas! Quem não gosta de uma boa lista?
Só um aparte... Hoje em dia estamos tão americanizados, que eu estive aqui imenso tempo a pensar no equivalente à expressão "turn off" neste contexto em português. A única da qual me lembrei foi corta-pica. Por isso, à falta de melhor expressão, cá vão as dez coisas que para mim cortam a pica num gajo, ou numa gaja. Nota: claro que não acrescentei à lista coisas óbvias como psicopata, agressivo(a), caluteiro(a), má pessoa em geral, etc.
São dez comportamentos leves e discutíveis:

1. Erros ortográficos - não vale a pena tentar passar uma borracha por cima, vai sempre causar-me impressão e diminuir a pessoa no meu agrado.

2. Não gostar de gatos - Ok, não gostar de animais em geral é um turn off mas porquê os gatos? Posso estar enganada mas acho que isto revela muito sobre a personalidade e a maneira como alguém se relaciona com os outros, também o quanto essas pessoas prezam a individualidade e a independência, ou não.

3. Mandar mensagens a toda hora - Os chamados melgas, ou em inglês, serial texter. Calma com o andor! Tal como com os amigos, o essencial basta, e uma ou outra piada inteligente que nos vem à cabeça. Não há pachorra.

4. Gostar de kizomba ou outros gostos musicais duvidosos - eu sou bastante ecléctica, respeito os gostos musicais de outrém e não frequento o meio onde se ouve este tipo de música, mas definitivamente, não! Até aguento sertanejo se a pessoa vale a pena, mas kizomba, não!

5. Pressa em entrar numa relação - Acho que nem vale a pena acrescentar mais nada. Roma não se fez num dia. 

6. Tirar muitas selfies - Quase todos nós, portadores de um smartphone, já tirámos uma ou outra selfie num dado momento. Mas fazer da selfie um hábito, ou ter-se como figura central em todas as fotos, é algo que para mim, não encaixa.

7. Fumar - Fumar é outro hábito muito pouco atraente. Não diria que é impossível olhar por cima disso, mas é difícil, admito.

8. Ser pinga-amor -  Escrevi um post há alguns anos aqui no blog sobre esta espécie. Tal como ser muito carente, também é um turn off. Sempre fui da opinião que quem muito de apaixona, pouco tem por que se apaixonar.

9. Não ter ambições próprias - Antes das pontes que construímos com as outras pessoas, temos que construir o nosso castelo. Aquilo que nos distingue. É preciso ter paixão e gosto por alguma coisa, sei lá, nem que seja coleccionar cromos.

10. Vaidade/Materialismo - Não me lembrei da palavra certa para explicar este turn off. Mas sabem aquelas pessoas que são uns autênticos pavões humanos? Tipo, vendem o fígado para ter um carro vistoso e passam os dias de folga no shopping a comprar roupa e a sua maior preocupação é escolher entre aquelas sapatilhas todas brancas ou aquelas sapatilhas brancas com um risco vermelho? É, eu não gosto disso.


E termino a lista por aqui. Se bem que ainda me lembrei de mais uma ou duas coisas mas sem tanta importância para mim. Como podem ver, não sou nada esquisita.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Séries que vi (e gostei) em Janeiro

Estamos em pleno Inverno, e juro, pensei que nesta altura em que fico mais em casa, ia devorar mais séries do que aquelas que vi no passado mês. Mas não, porque também andei entretida com as minhas leituras e a estudar italiano. Para além disso, agora sou assídua de alguns canais do Youtube e confesso que também lá perco umas valentes horas.
Sem esquecer que só vejo séries que considero realmente boas. A vida é muito curta e a oferta muito longa para ver séries assim-assim. Se depois de três episódios não estou nem aí, por muito que elogiem a série, desisto. Por falar nisso, depois vou fazer outro post com séries que gostei muito mas desisti de ver em temporadas mais avançadas. Pode ser que tenha acontecido o mesmo convosco.

Ora aqui estão as três séries que me encheram as medidas em Janeiro e que recomendo, muito:



Fargo. Baseado no filme de 1996, que se tornou um clássico, esta série, até agora com duas temporadas (vai sair uma terceira este ano, com o Ewan McGregor como protagonista) segue a mesma premissa. Se gostam de humor negro, vai tornar-se uma das vossas séries favoritas. Está tão bem escrita e a direcção artística é de "filme que leva óscares". A primeira temporada brinda-nos com um Billy Bob Thornton no seu melhor e um Martin Freeman escolhido a dedo para o papel. A série segue vários acontecimentos numa pequena localidade do Minnesota, e é sempre Inverno. Neve, há muita neve. Portanto ideal para ver nesta altura. Não posso falar mais da série sem dar spoilers por isso vou deixar que a pontuação de 9.0 que tem no IMDb fale por si. Tenho a certeza que se vai tornar uma série de culto.



Happy Valley. Uma série britânica, originalmente da BBC, que não tem senhoras ricas e distintas a beber chá e a discutir assuntos de sociedade (sim isto é uma boca a Downton Abbey), e talvez por isso, pouco conhecida. Uma pena. É tããããão boa. Sim, é uma série de crime. Sim, é uma série dramática. Sim, já vimos isso milhentas vezes. O que é diferente? É um misto. A história, as personagens, o suspense, mas acima de tudo, tem um grande senso de realidade. Passa-se numa pequena cidade do norte de Inglaterra, e o nome da série é irónico. Cruzam-se histórias de criminosos que não tinham intenção de o ser. Personagens complexas que por vezes nos fazem torcer para que os maus da fita não sejam apanhados. Tem duas temporadas, cada uma de seis episódios, e é altamente viciante. Ah, e também tem o James Norton, que apesar de fazer um psicopata (e desempenha-o tão bem, pesadelos), não deixa de ser uma alegria para a vista. Há conversações para uma terceira temporada mas nada oficial. Tem a pontuação de 8.5 no IMDb e, como Fargo, uma forte personagem feminina. Avé.



Peaky Blinders. Esta já não me pôs em modo junkie, e por isso tenho visto a um ritmo bem mais calmo. Só vi ainda a primeira temporada, mas é sem dúvida uma série muito boa. Palmas para o pessoal da caracterização. A série transporta-nos até à cinzentona e super-industrial Birmingham após a Primeira Guerra Mundial. Os homens regressaram marcados pela guerra e dedicam-se agora aos trabalhos fabris e ao tráfico de armas. O comunismo está em crescendo, e o crime também. Amigos de outrora e irmãos de guerra tornam-se rivais. Sim, é pesado. E tal como outras séries de gangsters, segue aquela fórmula de sucesso em que a trama se desenvolve em torno de uma figura central muito carismática, neste caso, o senhor Tommy Shelby, interpretado por esse perfeitíssimo rosto humano com pernas, Cilian Murphy. E ele não é o único homem carismático da série, que também nos brinda com a figura de Winston Churchill. Pontuação de 8.8 no IMDb. Até agora, três temporadas, e diz que vêm aí mais duas.



edit- Menção honrosa


Ministério do Tempo. Esqueci-me de referir que também estou a acompanhar esta série portuguesa da RTP. É giro. E apesar de terem ido roubar a ideia aos espanhóis, acho que estão fazer um trabalho muito bom. Gosto da forma como a série nos aproxima à nossa História e é engraçado ver importantes personagens históricas de diferentes épocas a interagir. E acho um piadão ao Afonso de Noronha que quer andar sempre à porrada. É pena os episódios serem curtinhos. Fico sempre com vontade a mais.




E pronto, é isto. E vocês, que séries me aconselham a mim?


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mais um post sobre "Girls"

"A despedida de Girls começa com uma estreia mundial" aqui fica o artigo do Público sobre uma das séries mais singulares e irreverentes dos últimos anos.

"Foi uma história controversa desde o início, por mostrar um retrato pouco convencional do corpo da mulher e da sua sexualidade, mas foi essa representação de quatro jovens a enfrentar o início da idade adulta em Nova Iorque que conquistou a crítica e o público. 

(...)

A actriz Alison Williams, que encarnou o papel de Marnie ao longo da série, disse à Press Association que espera que Girls fique marcada na história da televisão como “um movimento radical em direcção à honestidade em detrimento da idealização”. "

Eu desafiei-me a mim mesma a rever as primeiras cinco temporadas antes da estreia da última temporada, mas só tenho duas semanas para o fazer. Será que consigo?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pensamentos à solta

Então pelo que parece hoje é o primeiro dia de uma longa jornada de chuva, que diz que vem para ficar durante umas semanas. Venha ela, é chata, mas faz falta. E cheira-me que o ano vai ser seco e lá para o Verão vamos andar com os cabelos em pé com os incêndios, com os prejuízos para agricultura e todos os males em geral que a falta de água traz. Eu confesso que já lhe tinha um pouquinho de saudades. E perua que só eu, já estou a babar pelo fim de semana a ver séries e filmes e a ouvir a chuva a bater no telhado.

Enquanto chove lá fora, aqui vou lendo os mais recentes caprichos de Donald Trump, enquanto me tento lembrar como foi bem aquilo que o Winston Churchill disse sobre a democracia? Não é o ideal, mas é o menos mau dos sistemas? Pois bem. A democracia também é capaz de pôr pessoas como Adolf Hitler no poder. Mas isso já foi há tanto tempo, não é? Ou pessoas como Donald Trump no poder, em pleno século XXI, no mundo ocidental, depois de milhentas guerras e tratados de paz. A História é cíclica, e é o mais óbvio exemplo que o ser humano não aprende com o passado.
Quando ele foi eleito, não entrei em histerismos, sempre achei que o presidente dos EUA é um boneco nas mãos de uma máquina bem mais poderosa e que os caprichos do senhor depressa se iam dissolver no plano maior do poderio americano. Mas parece que não. A diplomacia está mesmo em crise, e já houve guerras que começaram por bem menos. Uma tal de Primeira Guerra Mundial, por exemplo.

Mas não vou agourar, que não sou pessoa de agourar, e nasci com a maleita do optimismo estúpido, às vezes conformismo alegre. Não sei viver de outra forma. Tirando aqueles momentos em que qualquer coisa me começa a cheirar mal, então sei que vem aí bosta. Será aquilo a que chamam sexto sentido? Às vezes vem em forma de sonhos premonitórios. Mais alguém tem? Eu costumo ter. Por exemplo, sonho com uma pessoa, do nada, e depois encontro essa pessoa, ou então essa pessoa contacta-me.

Definitivamente ele há coisas que só podemos é sacudir os ombros e "o problema não é meu". E se somos pessoas íntegras, que fazem tudo direitinho, mais não podemos fazer. Siga a procissão.

Afinal, o Inverno ainda não acabou, embora, cada vez mais, lhe cheire o fim. Hoje é o primeiro dia de muitos dias de chuva, mas eu consigo ver a luz lá no fundo. E mesmo que não conseguisse, ainda me lembro do caminho!

😉


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O livro de receitas machista

Existe na casa dos meus pais uma relíquia da tradição culinário-literária portuguesa que sai da gaveta sempre em alturas de festa. É pois um livro de receitas bem portuguesas que a minha mãe tem já há largos anos, e que deduzo que possa existir em muitas mais casas por este país fora.
Em alturas de festividades como é a do Natal, lá vamos buscar ou relembrar receitas pois que aquilo tem tudo, desde sopas a pudins. Mas bem, o catano do livro, sempre que é usado, torna-se todo um espectáculo de comédia lá em casa. Querem saber porquê?

Ora, em primeiro lugar, atentem no título:


É isso mesmo. "A mulher na sala e na cozinha", um livro que pretende ensinar as donas de casa não só a cozinhar belas refeições para o marido e para os filhos mas também ensinar-lhes sobre "etiqueta". Um livro feito para ser passado de mãe para filha e assim em diante.
Este, acima, é o livro que a minha mãe tem, cuja edição (a 17ª) é de 1983. O livro é bem mais antigo, mas embora ninguém saiba precisar a data da primeira edição, encontrei algures na net, alguém que tem uma 8ª edição que data de 1965, o que me leva a crer que o livro é dos anos 50. Parecer, parece! Encontrei sim fotos das capas de edições mais antigas do livro:



Que fofinho... Ora podem já ver que é um livro escrito por uma mulher. Até aqui tudo bem. É compreensível para uma época em que só as mulheres tratavam das lides da casa. A autora é uma tal de Laura Santos, de quem nunca ouvi falar, e sobre quem também não se encontra nada na net. Apesar de ter escrito um "clássico", ficou no anonimato. Esta mulher que para além de cozinha e etiqueta, parece ter sido dada à intervenção e tinha uma opinião muito vincada sobre o papel da mulher.
Pois é. Há algo neste livro que é o que acaba por ser o mais fascinante sobre ele, e denuncia de caras a época em que foi escrito: o prefácio! Só há alguns anos nos deu para reparar no prefácio, escrito pela autora, e lê-lo de uma ponta à outra.

Atentem:




Foi uma fartura de gargalhadas e chacota. Mas que também me levou a reflectir... que sortuda sou por viver nesta época, por reagir assim, com esta incredulidade, por rir daquelas palavras com os meus dois irmãos (homens) que cozinham e passam a ferro.
E sempre que abrimos este livro é como uma porta para outra dimensão, de uma geração a olhar para a outra, com ideais tão diferentes, mas com as mesmas comidinhas, essas sim, continuam a ser as que mais gostamos (ó que o livro tem receitas deliciosas, lá isso tem). E sim, vou guardá-lo para a posterioridade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Words to live by

"There´s no lemon so sour that you can't make something resembling lemonade." 
 ["Não há limão tão azedo que não consigas fazer algo que se assemelhe a uma limonada."]

                 por Dr.K no primeiro episódio de This is Us.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Mas já?!

Hoje é Dia de Reis. Come-se a rosca, come-se a galette, come-se o restinho de filhós que sobrou do ano novo. Faz-se um jantar mais ou menos especial e encerram-se as festividades. Hoje quando passei pela minha árvore de Natal e presépio, olhei para eles pelo cantinho do olho, com uma tristeza no coração. Snif. A partir de amanhã, é chegada a altura de voltar a arrumá-los no sótão, de nos despedirmos por mais um ano, como se fossem parentes emigrados. Bem sei que são só objectos mas representam a época mais especial do ano, que se despede abruptamente, deixando-nos Janeiro, mês frio e apático. Se fôssemos do Natal para a Primavera ou para o Verão como no hemisfério sul, já não custava tanto, mas é o que temos. A partir de amanhã, como todos os anos, vou evitar o inevitável, vai ser o "oh, os enfeites podem ficar por mais uns dias", até se tornar ridículo ainda ter árvore de Natal montada.

É essencialmente isto que o Dia de Reis significa para mim. Mas...Feliz Dia de Reis!! Vamos aproveitá-lo!

A vida a cores!! - ou - Podia dar-me para pior

O meu irmão ofereceu-me um livro de colorir para adultos no Natal porque segundo ele, eu não me calava com isso. {Sou capaz de ter mencionado duas ou três vezes que gostava de ter um}.
De "livro de colorir para adultos", entenda-se que não tem lá imagens ou desenhos eróticos, não que fosse má ideia. Mas não.
São desenhos bonitos e fofinhos, cheios de pormenores, porque o objectivo é relaxar a mente e acalmar o espírito. Já preenchi o primeiro desenho com a temática do Natal, e realmente, enquanto pintava, aquilo distraiu-me mesmo do que estava em meu redor e tomou toda a minha atenção.
Além disso, é uma óptima forma de ir aproveitando os lápis de cor que ficaram dos tempos de escola. Tenho um estojo cheio deles.

Foto de qualidade duvidosa

Ora aqui está a primeira obra de arte. Eu sei, isto é muito amadorismo. Mas tenho ali muitos desafios para aperfeiçoar a técnica! 
Recomendo. É um excelente hobbie para o Inverno.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os doze dias de Janeiro

Ora a nossa cultura popular, transportada até mim pela minha querida mãe, diz-nos que os primeiros doze dias de Janeiro representam os doze meses do ano, e que assim, respectivamente, o tempo que faz por estes dias, é como os meses vão vir. Eu acho engraçado e curioso como todos os anos acaba por bater certo. E este ano parece-me ir pelo mesmo caminho. O passado dia 2 que representa Fevereiro foi frio de rasgar a pele. No dia 3, que representa Março, choveu e o tempo ficou mais ameno. Ontem era dia 4, e foi um dia mais solarengo. E já vi que amanhã e depois, vai estar o céu limpo e a temperatura vai subir um pouco mais, ora não fossem representar Junho e Julho! Sou só eu que acho piada a estas coisas? Devo ser.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sempre soube que as melhores noites não são planeadas

Eu não sou de dar grande importância à festa de passagem de ano mas gosto de me divertir nessa noite e entrar no novo ano com um sorriso na cara. Não sou é de fazer coisas glamorousas. Dêem-me a minha família e os meus melhores amigos e sou uma pessoa feliz sem ter que sair de casa.
E este ano foi assim, passei o revelhão com a minha família sem planos de sair. Apesar de sabermos que no bar que gostamos muito ia haver uma festa com música nos anos 70 e 80, não estávamos a contar ir. Mas, por volta da uma da manhã dissémos "bora lá ir ver como está aquilo?", sem intenção de demorar muito. Pus o meu vestidinho tchanan e lá fomos.
Voltámos para casa às sete da manhã...
Fiquei a noite toooda a dançar ao som de uma playlist que parecia ter sido escolhida por mim {eu berrava aos primeiros segundos de cada música}. A certa altura o meu irmão ia ao bar e perguntou-me o que queria beber, ao que eu respondo toda descabelada e aos pulos "eu não quero beber, eu quero DANÇAR!". A menina ficou louca.


Nunca tinha dançado tanto numa passagem de ano! Aleluia aos céus que existe este sítio alternativo na minha cidade para fugir aos padrões de música que se ouve na noite e que não me entusiasma.
Entrei em 2017 com os pés a doer de tanto dançar e muito feliz!

2017

resfriado 👍