domingo, 29 de maio de 2016

Tá bonito

Eu a andar na rua e a ver o pessoal todo bêbedo a sair das festas de primeira comunhão. Isto no meu tempo não era assim.


terça-feira, 24 de maio de 2016

#osrussosqueriamsaber

- o que andam a fumar os defesas do FCP;

- se o Jorge Jesus já foi à manicure este ano;

- quando é que acaba aquela novela da TVI;

- e aquela "série" da RTP que dá todos os dias;

- porque é que a TVI oferece facas como consolação aos putos eliminados do Masterchef Júnior;

- o que a Carolina Patrocínio usou nos globos de ouro;

- onde se matricular para colégios privados pagos pelos outros;

- quando é que acaba o Inverno em Portugal;

- porque é que é errado dizer solarengo em vez de soalheiro quando no dicionário da Língua Portuguesa, o significado de solarengo é "o mesmo que soalheiro".

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Este post é muito "first world problems"

Nos últimos dois anos, a série Game of Thrones tem ganho uma popularidade abismal. De certo ficará para sempre no grupo dos colossos da televisão, ao lado de Ficheiros Secretos, Twin Peaks, Star Trek, Friends, Seinfeld, etc. Eu comecei a acompanhar a série em 2013 porque as pessoas vinham ter com o meu manager a dizer que ele parecia o Jon Snow do Game of Thrones, e nós toca de "vamos lá ver o que é isto". Nessa altura já tinham saído duas temporadas. Devorei-as. No trabalho, eu e o meu manager só falávamos disso. Depois comecei a ler os livros e, para além de saber de coisas WTF de antemão, comecei a ganhar o gosto por discutir as teorias com amigos e colegas que também estavam a ler os livros. Fiquei a saber que se podem passar horas a falar de Westeros. Fiquei então com mais vontade de acompanhar o que vinha e curiosa como algumas cenas iriam ser feitas na tela. Desde a terceira temporada, tenho uma tradição que é, claro, ver a série à segunda-feira, já que ela sai no domingo e eu preciso recorrer à pirataria. É só um dia, um diazinho, mas nos útimos dois anos, um dia parece muito tempo quando se trata de fugir aos spoilers. E muito pior este ano, em que a série já continuou para além do último livro editado, e já não sabemos mesmo o que vai acontecer. Não dá para andar na net, seja redes sociais, imprensa, blogs. Parece que mais nada aconteceu no mundo ao domingo à noite! Já sei que na segunda, até chegar à hora de estar em casa descansadinha e poder ver o episódio, não posso usar a Internet. Só para ver o e-mail e vir escrever no blog! Ai vida...


domingo, 22 de maio de 2016

Somos grandes mesmo quando não somos grande coisa

A cereja no topo do bolo para um campeonato desastroso. O que vale é que já acabou, e esta época já não levamos mais no pêlo. Mas isto é que foi levar no pêlo até ao fim, ã? Tenho p'ra mim que foi porque eu roguei a praga quando disse a uma amiga que preferia que perdessem (eu nunca quero que o FCP perca, mas às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois para a frente), que era para não haver desculpas na hora de mudar a equipa toda mais comando técnico. Para mim, pior do que perder, é ver ali uma boa turma de cepos (não todos, mas bastantes) que não sentem o peso do emblema que trazem ao peito. Mas quem são eles? Agora, essa parte já está, perdemos TUDO de uma forma MONUMENTAL. É hora de abrir um novo capítulo, JÁ! Fora os indignos! Toca a acordar o DRAGÃO!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Não, não é falta de sono



"E porque fica tão irritado quando está cansado? O Dr. W. Christopher Winter, do Sleep Medicine Center at Martha Jefferson Hospital, explica que há algumas provas de que a atividade na amígdala cerebelosa, que regula emoções como raiva e fúria, aumenta quando não descansa o suficiente.
E essa atividade extra não só promove as emoções negativas, como o deixa menos capaz de controlar esses sentimentos negativos, explica o Dr. Winter."

Há duas situações que me deixam bruta, uma delas é estar com fome e a outra não é definitivamente a falta de sono. É o cansaço mesmo de trabalhar muito, de estar a levar com barulho, preocupações e mais preocupações, queixas e mais queixas, não parar um segundo e no fim, ainda faltou tanta coisa para fazer e blá blá blás. A frustração cansa muito. E sim, nesses dias fico insuportável. Chego a casa e não quero falar com ninguém. No trabalho não quero falar com ninguém, entro em modo piloto automático, que é para não me passar mesmo dos carretos. Vemos que um trabalho não é certo para nós e para a nossa saúde quando nos transforma em psicopatas.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

E o lixo emocional? Também é do caraças!

Sim, deitar fora sentimentos maus e preocupações vãs também é MUITO BOM. É que essas porras ocupam tanto espaço nas nossas cabeças e corações, que tal como as tralhas materiais, prendem-nos. {Quiçá, não prenderão os intestinos também!!} E não nos deixam seguir em frente e desfrutar de tanta coisa boa à nossa volta. Eu nunca fui de guardar rancor mas há sempre uma ou outra coisa que me tira do sério, ou neste caso, põe-me no sério! Há sempre aquelas atitudes parvas das pessoas que, precisamente, são muito presas, coitadas, e que me irritam solenemente. O que vale é que passados cinco minutos ou uma boa noite de sono, já estou noutra.

I've got wider knowledge of the world
I just can't face another argument about the rent,
It all seems unimportant
In the grander scheme of things
But I was purpose built
To not feel guilt

So we ended at the end.


(Heat Dies Down, Kaiser Chiefs)

Como canta o brazuca, "joga fora no liiiiiixo"

Dou por mim cada vez mais desapegada de coisas materiais. Seja coisinhas mais pequenas ou bens mais valiosos. Um dos meus mottos é que quantas menos coisas tens a prender-te a um sítio, melhor. Para o que é que eu preciso de ter tanta tralha em casa, se eu gosto é de mudança e constante movimento e não posso andar com a tralha toda atrás de mim. Tirando um ou outra coisa com carregado valor sentimental (e o pior é que eu sou uma pessoa que me apego muito a objectos pelas recordações que eles me trazem*), tudo o resto é o que é, espelunca. Ando pela lojas e ainda me apaixono pelas coisas, mas depois penso, para o que é que eu preciso daquilo? Já tenho tanta coisa, vai ser só mais uma coisinha para carregar às costas ou deixar p'ra trás. NÃO. Há um mês e tal apaixonei-me (de me apaixonar mesmo!) por um vestido, um little black dress que tem grandes hipóteses de vir a ser o vestido da minha vida, mas ainda não o comprei (sim, está reservado há mais de um mês), pois penso nos seis ou sete vestidos que tenho e só usei uma vez ou naquele até que nunca usei. Snif. Quanto a coisas "maiores", pergunto-me se alguma vez vou ser aquela pessoa que vai comprar uma casa, já que é o objectivo número um da maioria das pessoas da minha idade e cada vez que falam nisso a minha reacção ainda é cruz credo cruzes. E sim, já devia e podia ter um carro, mas como diz o meu pai "depois é para o carro ficar aí parado na garagem a ocupar espaço". Pois, vá que vá, daqui a nada estou novamente a bater as asinhas para outro pouso. E sabem que mais? Eu gosto da vida assim. Gosto mesmo. Se um dia gostava de assentar? Também gostava. Mas até lá, fico-me pelo little black dress. {inserir smiley face com a língua de fora}

*Os meus cúmulos: quando estava em Londres guardei uma garrafa de Malibu durante três anos porque era de um jantar português que fiz em casa para os meus amigos estrangeiros e que foi daqueles momentos cheios de amizade que ficam para sempre. Usava-a como jarro de flores. Só me desfiz dela quando vim para Portugal. Mas ainda há pior... Guardei durante muuuitos anos um cartaz de gelados da Olá que roubei de um café quando andava na universidade, porque me levava de volta àquelas noites em que eu e os meus amigos deambulávamos pelas ruas da cidade e éramos tão felizes. E sim, até tive o raio do cartaz de gelados exposto no quarto durante muito tempo, apesar de infindáveis tentativas da minha mãe a convencer-me a deitar aquilo fora. Ou sou uma hoarder compulsiva ou sou simplesmente uma pessoa muito sentimental.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Acontece

E eis então que é mais do que chegada a altura de fazer acontecer. Porque o acontecer acontece todos os dias. Quando estamos a dar passinhos de formiga, já estamos a fazer acontecer, porque só assim vai acontecendo. E é bom quando acontece, e ninguém precisa de saber o que acontece ou quando acontece, porque aqui no meu pequeno mundo de formiguinha no meio de um milhão de tantas outras formiguinhas, eu vou acontecendo.