quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu não tomo cenas (mas precisava)


Não são as palavras de um amigo, nem uma música deprimente, nem o abraço da mãe, nem o pensamento profundo deixado no mural do facebook, nem meia dúzia de palavras escritas num blog à meia noite... É isto aqui. Aqui. Aí! O que está dentro de nós. Procuramos sempre a satisfação, ou felicidade, valha-se, e tendemos a procurá-la nos outros. Mas está em nós. No ponto de partida. E é principalmente naqueles dias em que não andamos, só nos arrastamos, que devemos olhar-nos de fora. Olha para ti! E diz-me lá se não achas que está tudo perfeitinho??! Fizeste tudo o que podias fazer, não fizeste??! Sentiste o que podias sentir e deste o que pudeste dar?! Ora pois então! Fica tranquilo, liberta-de, desapega-te, vive despojado! E para acabar esta pequena neo-meditação inventada por mim, grita alto


QUE SE FODA!!




ou qualquer outra coisa que te saia melhor!




terça-feira, 29 de março de 2011

Ando ao murro com o Portal das Finanças

Era só para dizer isto.


{Aquilo está muito bem feito, atenção. Só que me mandaram uns códigos e esqueceram-se de me avisar onde raio os ponho.}

segunda-feira, 28 de março de 2011

Já que não passo por aqui há alguns dias vou fazer um post de extrema utilidade


Ervas!

Vamos lá ver uma coisa, eu gosto de chás mas só de duas ou três qualidades. Chás com sabor a citrinos ou de flor de laranjeira, gosto! Chá de menta, gosto! Paneleirices tipo maçã/canela, gosto! Chá Andaluzia da Lipton, adoro! Mas o que é que me passou pela cabeça para acreditar quando me disseram que o chá de lúcia-lima era muito bom... Então hoje quando me deparei com a falta de infusões na minha gavetinha e como se não tivesse mais nada p'ra fazer lá fui eu comprar o raio do chá... Ca-re-do, que logo quando abri aquilo veio um cheiro que me fez lembrar aquelas ervas rançosas onde mijam os cães...
A título de curiosidade, segundo a Sapo Mulher, a lúcia-lima é verdadeiramente miraculosa. Rica em óleos essenciais, relaxa o sistema nervoso e combate enxaquecas, agitação e insónias, além de estimular o apetite.
Estimular o apetite?? Devem estar a brincar comigo.
Anyway, como apetite é coisa que não me falta, resolvi comprar também um chá chamado Digestão Fácil. Isso mesmo, feito para aqueles dias de enfardanço à bruta, onde a lei é comer até cair para o lado e ficar mal-disposto. Este vai-me ser útil, mas tive o cuidado de verificar os seus componentes... Como na caixa dizia "sabor a limão" trouxe aquilo toda satisfeita, mas afinal também cheira a ervas rançosas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Muito falo eu de comida...

Dark chocolate = Heaven


[Com batatas fritas = ainda melhor]




quarta-feira, 23 de março de 2011

Quem tem medo do FMI?

Eu não! Que já nasci numa casa bem FMIzada. Há 23 anos que sei o que é o FMI. Não gastar o dinheiro que não se tem? "Qué isso?" devem pensar alguns.

People don't panic ok?! Quanto mais esbracejarem mais depressa a areia engole!

terça-feira, 22 de março de 2011

London town

A T. vai hoje.
O D. vai em Abril.
Respirei fundo, sensação de adrenalina debaixo do peito, como aquelas que dão nos carrosséis... As nossas vidas começam a mudar.
[a minha não que por um bom enquanto ainda fico aqui pelo fim do mundo em cuecas]
E penso em todos e naquilo que todos estão a fazer, e cada um está a trilhar o seu caminho, aos poucos mas estão. E cada vez mais nos vamos afastando daquele bando de malucos que jogava às molas e ao quarto escuro (ao stop!!) na universidade. Ou não.
Estas amizades fazem parte da minha vida, e por isso gosto de pensar que um dia vamos estar a jogar às molas com pronúncia britânica ou outra qualquer. Londres e o resto do mundo não estão preparados para pessoas que se escondem atrás de armários da casa-de-banho, comem frango com a mão nos jardins públicos e entregam óscares aos desenhos animados.

Minha querida N., O Que Te Havia De Acontecer...

Ela era especial. A sério que era. Muito mais que aquelas madeixas loiras e aqueles olhos verdes. Nós éramos crianças acriançadas, andávamos sempre a armar alguma. Discutíamos, "és cócó de bebé", "não falo mais contigo" e passados cinco minutos voltávamos a falar. Ela não, distanciava-se de tudo isso. Era serena. Era uma criança num patamar acima. A escola primária foi assim. Quatro meninas muito diferentes, das quatro, ela a mais diferente, a N.
Eu e a minha J. mantivémos a nossa amizade ao longo dos anos. Passámos pela dura guerra da adolescência. Fomos arqui-inimigas, andámos no baldréu e oularéu, e hoje somos irmãs "de vida". A C. é outro caso. No secundário foi da minha turma e ainda fomos muito próximas. Demais. Os ciúmes dela fizeram-me afastar. Depois da universidade, quando regressei à minha terra natal, foi a vez dela partir para não voltar. E assim ficámos.
Ontem passei o dia toda feliz, depois de quase dez anos sem ver a N. ia estar com ela outra vez. Pelo menos três das quatro iam juntar-se outra vez! E parva como sou, pus-me a imaginar que podíamos ser outra vez aquilo que fomos com 8 anos. E nunca mais nos íamos separar... *parte dos olhinhos a brilhar e lacrimejantes*
Então depois de jantar lá fomos ter com ela. O abraço que me deu ao sair do carro soube-me bem. Depois começou a falar. E o meu sonho romântico caíu logo aí por terra. Não era a N. que eu tinha ali a meu lado. Era uma Luciana Abreu (nada contra a moça), era uma gaija a falar à Puorto. A usar expressões como "mano" ???
No café, a coisa ainda foi mais sádica. Eu juro, ela se tivesse falado do tempo, tinha-me conquistado. Pelo menos tinha sido mais natural, autêntica... Mas não, para o nosso mal, não. Poucos minutos bastaram para chegarmos à conclusão que a nossa angelical, serena, madura N. se tinha tranformado numa peixeira (com todo respeito), rapariga vulgar, vaidosa, mentirosa compulsiva, acho que vou parar por aqui...
Então quando se lembra de contar que tinha tido um caso com o Quaresma e a TVI tinha andado atrás deles, como quem nos fosse impressionar, foi a punhalada final no meu coração... Até me está a dar a vergonha de escrever isto mas enfim.

E assim estamos, e depois não hei-de eu dizer à J. "F@da-se é tudo a mesma merda" vezes e vezes sem conta...

O Que Me Havia De Acontecer



Eu sei. Ainda ando com esta. Mas uma coisa já valeu a pena. Já tenho título para um livro. Andei a sondar e as pessoas gostam. Associam assim a uma história cómica de alguém que caiu no fundo do poço. Comédia dramática. Eu era capaz de escrever isso, fora de merdas.

MILF's

Tenho um amigo casado que anda sempre no engate, ou pelo menos tenta, porque a época de ouro dele já lá vai há muito tempo... Sim, leram bem, CASADO. Não que isso implique muita coisa e ele faz questão de deixar bem claro que tem as coisas bem esclarecidas com a cônjuge. Como ele diz "ela sabe bem que nós não temos um casamento, temos um contrato". É assim um pôr de cornos legalizado e com muita moral. Relações modernas. Uma noite em que saiu connosco apresentámos-lhe uma amiga da minha prima. Está na faixa etária dele, o que até é bom. Tem um namorado que não é muito certo. Tudo bem. Mas ela simplesmente não lhe ligou puto. É assim daquelas com os standards bem definidos. Jogadores de futebol, dinheiro, estilo (aos olhos dela, eu tenho um conceito muito diferente de estilo). O dinheiro, o meu amigo até vai tendo, agora do resto está muito longe. No chance fella! Anyway. Já eu tenho pouca paciência para o aturar, uma bebedeira até aturo mas estas alucinações é caso para me pôr a bater com a cabeça nas paredes... Principalmente porque só esteve com ela essa vez, trocaram três palavras se muito e isto já foi antes do Natal. Hoje vem-me que queria falar comigo com urgência. "Assunto - milfolhas" dizia ele. Ai à conta desta gente... "Como vai o mundo", dizia um amigo do meu irmão. Hahaha

segunda-feira, 21 de março de 2011

Masculinidades

O meu gato acabou de chegar a casa, vindo de três dias desaparecido, sabe-se lá por onde e a fazer o quê (I wonder...). Nem deu justificações, nem quis miminhos. Só comida. E agora está refastelado no sofá. Logo à noite, a rambóia vai ser a mesma, digo eu.

"O que te havia de acontecer..."

vira-se para mim um ex-colega, sexagenário, quando me encontrou na rua a distribuir os censos.
De facto "o que me havia de acontecer" é um pensamento que me ocorre todos os santos dias, mas é por viver num sítio assim empestado de gente assim.

Get it? Now:

sexta-feira, 18 de março de 2011

I'm with the girls!!

Quatro raparigas chegam e bastam para fazer a festa toda. Para a semana há festa do pijama. Sim, eu adoro festas do pijama. Fiz a primeira com 12 anos (também éramos quatro), e passados quase outros doze anos (ai credo, que isto posto assim faz-me mesmo muito velha), continuo a fazê-las sempre que há oportunidade e muita palhaçada à mistura. Estranho é que mesmo passando metade de uma vida (oficial - traumatizei) as conversas continuam sempre a dar no mesmo... histórias de terror, fantasmas, bruxas!! Uuuuuuuuuuuh.... E depois é assim, ouve-se uma porta a bater e desatamos todas a gritar que nem umas parvas! Juntaram-se quatro belas acagaçadas, lá isso não haja dúvida...

Back to the real world/monkey business... Hoje há reunião dos censos. Espero que seja mais organizada que a última, que em hora e meia, aquela gente conseguiu cansar-me mais do que uma semana a bater às portas. Na segunda-feira a minha coordenadora ficou woo hoo comigo porque supostamente até estou adiantada. E eu nestas coisas tenho sempre a mania que toda a gente me está a passar à frente. Nestas coisas e em tudo na vida, basicamente. É uma sensação que nasceu comigo. Mas não me vou pôr para aqui a falar dos meus recalcamentos... Só para verem como eu sou, hoje acho que vou chegar lá e me vão dizer "Ainda só fez isso?? Você está atrasadíssima", mesmo que já tenha passado em todas as casas da minha secção. Hoje até sonhei com as caras das coordenadoras frustradíssimas a olharem para a minha papelada. Valha-se-me.

Voltando às coisas boas. A Primavera está quase, quase! E quando é que eu sei que está quase??



Tcharan!! Quando arrumo as botas e desarrumo as sapatilhas. As sapatilhas (ténis para o pessoal do sul) têm um efeito mágico em mim. Dão-me segurança... sinto-me tão mais eu quando estou com um par de sapatilhas rafadas...
My boots are not made for walkin', they are meant to stay in the closet la la la. Mas são bonitas.

terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

I'm turning into



Com a quantidade de mel que já ingeri nos últimos dias... O que vale é que tenho a desculpa que estou doente e tal. Pois que não é sacrifício nenhum, eu adoro mel! E pensar que quando era pequena detestava... Ai que coisa parva! Bem, mas também quando era pequena gostava de bolacha maria com manteiga e bolo de iogurte molhado em coca-cola...

domingo, 13 de março de 2011

Porque eu fiz um blog mesmo para me queixar das minhas dores...

Estar doente. Estar a chover. Ter que sair de casa para ir bater a 84 portas. Ficar presa em elevadores. Ser atacada por cães. Roubarem-me o guarda-chuva. Apanhar chuva. Aturar gente parva. Levar com portas no nariz.

WHAT AN AMAZIIIING DAY !!

Vida de pobre é mesmo outra coisa.

Não estou deprimida, estou apática. Só preciso de um chá com aguardente, mel e limão, de um sofá e de não falar com ninguém.

sexta-feira, 11 de março de 2011

TAL e QUAL



Quando era pita, fartava-me de ouvir este álbum. Já gostava desta música na altura mas hoje dei com ela sem querer e fez tanto sentido.

Já agora, sim, tenho andado muito busy.

terça-feira, 8 de março de 2011

Vamos fazer amigos entre os animais I

O melhor momento de ontem foi mesmo este... Enquanto andávamos pelo estacionamento do Pingo Doce, deparámo-nos com este cenário de extrema fofura. Dois golden retrievers dentro de um carro, um sentado no lugar do condutor, outro do lado do passageiro. Estou mesmo convencida que se tratavam de duas pessoas sob um feitiço em que foram tranformadas em cães. Nós a andar de volta do carro todas histéricas e eles a mandar-nos aquele olhar tipo "mas esta gente está parva?!"





Eu sei que sou uma péssima fotógrafa mas o telemóvel também não ajuda!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sou capaz de ter um bocado de habilitações a mais para isto

Percebi que o gabinete de saídas profissionais da minha universidade era uma bela porcaria, desculpem, uma bela merda, quando o meu irmão foi recentemente tirar uma licenciatura em Évora, e está sempre a receber ofertas de emprego no e-mail, mas propostas com pés e cabeça, tudo o que é concurso público, empregos a sério, full-times, etc e tal...
Pois eu, do homónimo da universidade que frequentei também recebo muita coisa. Apenas 20% (e já estou a ser simpática) serão propostas de emprego. O resto são convites para dias "alusivos" ao mercado de trabalho, e isto e aquilo, conferências organizadas na universidade (uau, dá um jeitinho quando estamos a 300km), joguinhos parvos patrocinados pelas empresas para testarmos a nossa vocação (pensei que já tinha feito isso no 12º), para não falar que a maior parte das propostas quando enviadas pelo gabinete, já eu tenho conhecimento há vários dias. Enfim. Mas lá está, antes de conhecer o que fazem em Évora, até pensava que isto era normal e comum a todos os gabinetes de saídas profissionais desse país fora.

No entanto, eu acho que eles estão seriamente a fazer um esforço para serem mais dinâmicos. Hoje chegou uma proposta a sério!


"Procuramos pessoas para trabalhar a partir de casa em regime de freelancer, com conhecimentos avançados nas seguintes línguas: Austríaco, Búlgaro, Chinês, Checo, Dinamarquês, Alemão, Grego, Japonês, Norueguês, Polaco, Romeno, Russo, Eslovaco, Sueco, Turco.
"


Woo-hoo!!! I'm so gonna get it!!!

Mau Maria!!

Porque é que quando não precisamos de uma coisa estamos sempre a dar de fuços com ela, e quando precisamos, nunca encontramos!! Grrr...
Todos os carnavais me acontece o mesmo, tanta coisa pitoresca que tenho por esta casa e nunca encontro! Tenho que começar a ser mais organizada... um dia!


terça-feira, 1 de março de 2011

Strawberry skies

Cheguei há pouco do primeiro dia de formação para os Censos 2011. Nestes contextos "aprecia-se" muita coisa... nomeadamente, as pessoas.
Como: ele há gente complicada. Complicam tudo, arranjam problemas onde não os há, queixam-se do que não dói. Problematizar é um talento deles.
Depois há gente com muito pouco espírito de sacrifício. Espírito de sacrifício não fica mal a ninguém nem é feio, não é ser escravo nem submisso. É assumir responsabilidades e levá-las até ao fim. É não achar que devemos ser pagos a peso de ouro só por mexer um dedo. É deixar de ir tomar aquele café à esquina porque há trabalho para acabar. É deixarmos de pensar que só nós é que temos vida e coisas divertidas para fazer. É tolerar e respeitar as dificuldades dos outros.
E depois, no fim de tudo, há as Andreias! Definitivamente, Andreia deve ser nome de gente parva. Não, a sério, é que nunca conheci nenhuma que se aproveitasse! Mas se estou enganada, estou mais que disponível a ser corrigida. Mas de facto, em 23 anos de amplo conhecimento de Andreias, é coisa que nunca aconteceu. É como hoje. Passei o dia com uma rapariga que, ainda sem saber o nome dela, de manhã cedinho, já eu contemplava a sua bonita estupidez. Agora ao final do dia, quando alguém se despede dela "Xau Andreia", esbocei um sorriso, aquele que me faz duas covinhas do lado esquerdo...

Enfim, mas até foi um dia bem passado. Ele também há gente com genica, e ainda bem. E a formação, até é interessante. Saímos com umas noções de engenharia e tudo (ui cuidado!).
Mas o melhor, melhor, é chegar a casa e ter à minha espera tartezinhas de morango feitas pela minha caríssima progenitora. Ainda estou a flutuar no sétimo céu.

Eu sou peixe que morre pela boca. Mas ao menos, não é preciso muito para me fazer feliz! -.-'